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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O BLOG FICANDO MAIS RICO EM CONHECIMENTO
PAULO E RÔMULO, OS NOVOS ALUNOS DE FILOSOFIA (VAMO VER SE ELES FAZEM AGORA POSTAGENS QUE PRESTE HAHAHHAHA, BRINCADEIRA.)
E JÚNIO (APESAR DE NAO SABER SE VAI CURSAR) PARABENS POR PASSAR EM SISTEMA DE INFORMAÇÃO!!!
VLW!!!
CÍCERO FILGUEIRA
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
A CHAVE MESTRA
Muitas vezes paro pra pensar e me questiono: aquilo que tem de ser será? Deveremos então acompanhar atônitos e impotentes os acontecimentos em vida, ou deveremos aceitar as coisas simplesmente pelo fato de acharmos que elas devem seguir uma ordem natural?
Para muitas pessoas, colocar-se contra a "ordem natural" dos acontecimentos resultaria em algo inútil, ou, para os mais religiosos, seria ate uma afronta contra a ideologia de suas crenças. No entanto, acredito que independentemente de religião ou crença, somos sim os grandes responsáveis por nossas ações; somos capazes sim de transformar, conduzir nossos próprios destinos.
Hoje vivemos um momento de supervalorização da ciência e da produção científica, o que não é necessariamente ruim, mas é um tanto confuso, difícil de entender, por exemplo, o porquê de termos ate uma noção de como é o solo em marte e não termos resolvido ainda problemas como fome, miséria, exploração humana. Não quero ser utópico, sei que ha interesse por trás disso tudo, mas nem por isso devemos nos esvair, deixar alienar, achando que tudo é natural, que sempre houve isso.
Já houve um tempo em que a religião explicava tudo desde a criação do mundo ate a exploração do homem pelo homem. E enquanto uns se fartavam, sorriam, comiam, outros padeciam, choravam, morriam de fome. O mais triste é perceber que os mesmos problemas do passado continuam vivos atuando no cenário do presente.
E nessa hora de dor, ressentimento e culpa que entra uma importante válvula de escape, a Filosofia. Sim, válvula de escape, pois em meio a angustias da vida, as pressões do dia-a-dia, aos medos e anseios a que somos submetidos todos os dias, ela surge como uma luz no fim do túnel, renovando as esperanças de termos um mundo mais humano, solidário. Ela pode ate não oferecer as respostas, mas desperta em nos algo essencial: a reflexão, que por sua vez induz a transformação social. E mais, nos ajuda a entender essa dicotomia que é a vida, ou seja, o certo e o errado, o justo e o injusto, o emotivo e o sensato por ai vão. Por tudo isso a Filosofia acaba se tornando uma chave mestra, indispensável à vida, indissociável desta. Impedindo que nos tornemos pessoas indiferentes, pacatas, em meio aos acontecimentos que atordoam o nosso mundo.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
"Meu Quarto Baú de Rimas"
Após sucesso do lançamento do quarto livro “Meu Quarto Baú de Rimas”, do poeta Dedé Monteiro, em Recife, promovido pela editora Bagaço, e das homenagens no 3º Pajeú em Poesia, que aconteceram nesse final de semana, o poeta prepara-se para mostrar seu mais novo trabalho no interior do estado.Dia 06 de Janeiro o lançamento acontecerá em de Afogados da Ingazeira, no Cine Teatro São José e no dia 08 do mesmo mês no Marcelo´s Bar em São José do Egito.
As informações foram dadas pelo próprio poeta em entrevista a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM. Esperamos todos lá, prestigiando nosso grande poeta.
Perguntei ao mesmo sobre o lançamento em sua cidade natal (Tabira – PE) ele disse que está sendo agendado a data junto com a APPTA, a Associação dos Poetas Prosadores de Tabira, cujo poeta faz parte.
Júnior Guedes
3º Pajeú em Poesia
O evento, organizado por Alexandre Morais (Poeta e jornalista do blog Cultura Coisa e Tal), acontece todo ano e traz como principal tema a poesia sertaneja, cantada e declamada por cantadores, declamadores e admiradores da cultura popular.
Veja algumas fotos do evento:
Paulo Monteiro (poeta tabirense e irmão de Dedé Monteiro)
Dudu Morais (poeta tabirense)
Lúcio Luiz (poeta afogadense)
Júnior Guedes (poeta e sobrinho de Dedé Monteiro)
Fotos: Claudio Gomes
Júnior Guedes
domingo, 21 de novembro de 2010
Tensão a Música e Bebidas
Tive a oportunidade recentemente de ir a uma festa, uma confraternização onde todos se divertiam, bebiam, dançavam, falavam de suas rotinas, suas queixas. Um ambiente saudável sem dúvidas. Todos pareciam estar muito
bem com a própria vida e com os demais, naquele momento os problemas pareciam não existir e a harmonia daquela micro representatividade era divinamente bem quista, todos se adoravam ,se queriam.
Por um momento passei a me perguntar: será mesmo? Nenhuma pessoa neste ambiente sente uma angústia sequer? Passei a me concentrar em um único diálogo por vez, nas roupas, penteados, gestos e olhares, no tratamento que alguns tinham com seu vizinho e com o garçom, no pessoal da recepção e no barman. Todos vestiam máscaras e era vitrine, representávamos àquele momento um papel e tínhamos a obrigação de sermos bem apresentados e de não fugirmos em nenhum momento do aceitável, do permitido e apreciável, pessoas que por um acaso fujam deste “padrão” ganham visibilidade de reprovação, são descartadas, postas ao canto, não são dignas de serem olhadas nem de terem voz, são os empoeirados. 

Repentinamente tudo aquilo se transformou em uma grande tensão, todos à mesa, salão ou os que circulavam se torturavam para que sua pessoa desse certo. A tensão se dava em que tipo de bebida se consumia a forma de se dançar e falar. Em uma paquera ambos os lados teriam de se esforçar na tentativa de passar uma imagem de quanto seria bom ao outro tê-lo ao lado. Essa inquietude de nosso tempo foi naturalizada ao ponto de exercermos e reforça-las todos os dias sem que nos déssemos conta disto, aparentemente não nos fazem mal algum sermos assim, caçadores e predadores de nós e de tudo que nos rodeia, de sermos patologicamente desiquilibrados ao ponto de abrirmos mão do bem-estar.
O delírio se estende (está presente) em todas as relações sociais, a “vila comunitária” inteira é uma grande tensão. Uma casa luxuosa é tensa, pois recai sobre o desejo de tê-la, desta forma, por parte do proprietário e é ao mesmo tempo violenta para os que entram nela, os que não a têm, já nesses também é estimulado o desejo e a relação proprietário-visitante é verticalizada, ou seja, é dada de cima para baixo e em tal ordem. O carro do ano é tenso, é para os vizinhos; o salário recheado é muito tenso quando a ele é submetido certa quantidade de empregados e realiza compras rotineiramente; a Escola reserva sua “tensidade” quando os grupos têm de se afirmar: o dos professores, dos descolados, das lindas, dos inteligentes. Vivemos o auge da tensão científica que tenta explicar algo como a dança, onde sua essência não reside em sua explicação, mas no ato de dançar simplesmente.
O mundo da moda há anos investe pesadamente em seu caráter tenso por meio de gerar insatisfações com o estilo, tempo e corpo. Seus ciclos devem ser rigorosamente cumpridos a fim de garantir metas (de fim de ano, temporada, época, estação); e a indústria da justiça está a todo vapor, vence o que melhor jogar. Passamos a nos vender o tempo inteiro, por isso nos castigamos para nos tornamos um bom produto: um bom aluno, bom mestre, bom doutor, ter um corpo esbelto, ser melhor analista, o melhor companheiro, o melhor comentarista, o mais responsável e apto.
Eleições Passam e a Luta Deve Continuar

Finalmente as eleições acabaram e as muitas lutas que travamos no Alpendre e no dia a dia se deram a nosso favor. Como muitos afirmam “nada nos garante que Dilma dará continuidade ao projeto Lula, afinal nós nem a conhecemos!”; porém, acredito que se tivermos chance de que isto ocorra é em seu governo, e conhecemos, muito bem por sinal, José Serra -um homem de centro e sem inspiração- a “alma privatizadora do Brasil” como afirmou seu co/partidário FHC.
Não falarei em eleições por um bom tempo, mas como é a despedida do tema e aproveitando o embalo quente, gostaria de deixar minha recusa a respeito de uma verdadeira caçada que ocorreu a procura da ficha de nossa presidenta na época de sua luta à ditadura. O “supremo” tribunal militar (STM) liberou em fim tal documento (que foi quase uma exigência da Folha de São Paulo nos períodos de campanha).
O site O Globo postou o dossiê depois da meia noite (por que tão tarde?), mas o que me impressionou de fato não foi à matéria em si. Não foi surpresa alguma que a Folha e a própria Globo fossem atrás de registros como este. Mas, chamou minha atenção os comentários sobre a matéria, a agressividade de alguns, e a distorção que se forma a respeito do que foi a resistência ao governo militar, lutou-se por liberdade, por direitos políticos; direitos civis foram caçados por atos institucionais; meu próprio pai, por exemplo, votou pela primeira vez para PRESIDENTE por volta dos 30 anos de idade. E houve comentários que afirmavam não ter ocorrido qualquer mudança no cenário nacional desde os militares, de colocar no mesmo patamar de tortura e perseguição militares e “resistentes”, os taxam de terroristas ainda hoje, comentários estes, no mínimo, irresponsáveis.
Estamos de olhos bem abertos em relação ao novo governo que dará início, devemos por nossa sensibilidade e criticidade a favor da cidadania; depois de todo bombardeio de podridões que houve nas eleições 2010, talvez seja hora de começarmos a exigir processos limpos e que os danos causados pelas mentiras que saem das bocas de alguns possam ser devidamente corrigidos com punições.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Fim das eleiçoes!!!
Agora temos um novo presidente, que na verdade é PRESIDENTA!
vamos continuar aqui nossas críticas ao governo e também, logicamente, a oposição (do governo)...
VAmos voltar aos velhos posts de coisas que legais! :D kkkkk
AbÇ a todos! Cícero Filgueira












